Correia Dentada

Correia Dentada Clio 1.0 8v

Publicado em 29/01/2009. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

Acompanhe o passo-a-passo da substituição da correia dentada dos veículos Renault com motorização 1.0 8 V, que exige cuidados com manuseio e instalação.

Carolina Vilanova

A correia dentada é considerada uma das maiores "vilãs" do motor, afinal deixa muita gente na mão sem avisar. É comum encontrar veículos parados com problemas nas correias, na maioria das vezes por falta de observação, de cuidados com o prazo de substituição e, até mesmo, por falhas de outros componentes do motor. Isso porque o motor simplesmente não funciona sem a correia sincronizadora, que te a importante responsabilidade de transmitir o movimento do virabrequim para o eixo do comando de válvulas no cabeçote.

Hoje, devido as exigências dos motores modernos, novos materiais e tecnologias foram introduzidos na fabricação de correias sincronizadoras, de modo a melhorar sua performance e durabilidade. Alguns fabricantes incorporaram materiais de alta resistência em seus compostos de borracha para atender a essas exigências. Porém, cada vez mais, se torna necessária atenção redobrada por parte dos aplicadores quanto à sua montagem, pois cada motorização apresenta procedimentos específicos.

De acordo com a Bosh, revestimentos especiais, que protegem contra agentes externos (óleos, ação do ozônio, abrasão e calor); malha de tração em fibra de vidro e dentes moldados com desenho e espaçamento precisos, tornaram a correia ainda mais resistente, além de proporcionar a transmissão correta do torque exercido pelo motor. "A trama de poliamida, adicionada para envolver os dentes de tração, protege mais e reduz o desgaste e ruídos das correias", explica Paulo Souza, gerente de Assistência Técnica da Bosch.

A Goodyear também introduziu novos materiais na sua linha de produtos, como o Neoprene para aplicações convencionais e HNBR (um tipo de borracha mais resistente) para as aplicações em alta temperatura, que são mais resistentes à abrasão, óleos e  ozônio. Os dentes de suas correias são moldados com alta precisão dimensional e os cordonéis são de fibra de vidro. "A correia em composto de borracha HNBR é mais resistente a altas temperaturas e a torques elevados. Os dentes moldados proporcionam maior tração na transmissão de potência, ampliam a área de contato e dissipam o calor, além de reduzirem o nível de ruído da transmissão", afirma Gerson Backrany, supervisor de Vendas – Linha Automotiva da Goodyear.

O HNBR também está presente nos produtos da Dayco. "Essa borracha sintética é um tipo de "elastometro" e o teflon agregado ajuda na proteção e prolonga a durabilidade das correias", explica Ronaldo Teffeha, diretor Geral da Dayco Power Transmission no Brasil. Em termos de novas tecnologias, a empresa já produz na Europa uma correia capaz de rodar 240 mil km, graças a um composto especial e uma camada de teflon.
Já a Gates utiliza Kevlar no composto de suas correias, visando maior vida útil. Esse material especial é muito usado em blindagem e colete à prova de balas.
Manutenção e diagnóstico

Mesmo com toda a tecnologia aplicada, é necessário realizar inspeções periódicas a cada 15 mil km aproximadamente, para avaliar o estado da correia e evitar problemas no futuro. A substituição preventiva da peça deve ser efetuada de acordo com as recomendações do fabricante do veículo, em torno dos 40 mil Km rodados, dependendo dos cuidados do motorista.
A checagem é visual, o reparador precisa ficar atento às avarias como dentes desgastados, arrancados ou cortados; contaminação por óleo lubrificante; e ruídos na transmissão; além do tensionamento. É bom lembrar que a correia deve ser tensionada conforme as instruções da montadora.
Se há ruído na correia, ela pode estar com tensão excessiva ou baixa, devido ao ajuste incorreto, ou com a polia desalinhada; danificada ou com algum corpo estranho agregado, como pedrisco, areia etc. Já o desgaste lateral indica que a polia pode estar desalinhada ou que a flange da polia está avariada. "Correias que já foram utilizadas não podem ser aplicadas novamente, pois ocorrerá alteração na tensão de trabalho", analisa o supervisor da Goodyear.
De acordo com o técnico da Dayco, a quebra de uma correia dentada gera o empenamento das válvulas, devido ao choque com os pistões. Dependendo do caso (condições de giro e carga), os danos podem ser ainda maiores, como o arrancamento de guias de válvula, material do cabeçote e topo dos pistões. "Os maiores problemas são vincos e tensão fora do indicado, causados por erros de aplicação e manuseio incorreto. Isto acarreta a substituição de outras peças", completa Teffeha.
Na oficina, as correias devem ser sempre armazenadas dentro de suas embalagens originais, em local específico, arejado, sem incidência de raios solares, sem risco de contaminação por óleo, graxas, sem risco de sobrepeso, e manuseadas somente na hora da aplicação. Confira sempre as recomendações específicas de cada motorização e substitua, juntamente com a correia dentada, outros componentes como rolamentos de apoio, tensionadores, polias, bomba dágua, parafusos de fixação das polias, entre outros, caso seja necessário, ou recomendado.

Principais problemas e soluções:

Problema

Causa

O que fazer

Quebra transversal

- Presença de corpo estranho

- Baixa tensão, fazendo com que a correia corra sobre a borda da polia

- Montagem incorreta
- Verifique se a proteção está montado corretamente

- Ajuste-a na tensão recomendada pelo fabricante do veículo

- Monte conforme instruções do fabricante do veículo

  Quebra reta

- Correia dobrada ou vincada antes ou durante a instalação
- Evite manusear incorretamente a correia (dobrar, vincar, enrolar ou reverter dentes para fora).

  Dentes arrancados

- Montagem com baixa tensão

- Polia travada

- Ajuste-a na tensão recomendada pelo fabricante do veículo

- Localize e repare a polia travada

Dentes desgastados

- Polia dentada desgastada

- Tensão de trabalho muito alta

- Substitua a polia desgastada

- Ajuste-a na tensão recomendada pelo fabricante do veículo 

Dentes cortados

- Polias gastas
- Substituir as polias

Trincas no dorso

- Polias gastas

- Correia trabalhando sob superaquecimento ou temperatura demasiadamente baixa
- Óleo ou graxa na correia

- Substituir as polias

- Corrija o problema que ocasiona esses excessos na temperatura

- Evite pulverizar o motor com óleo de mamona ou querosene. Limpe as polias e correias. Verifique se o selo mecânico do virabrequim está com defeito ou se há vazamento de óleo no motor

Vida curta

- Desgaste excessivo ou estrias causadas pelo roçar em cortes ou obstruções
- Retire a obstrução e realinhe as polias.

Ruído
- Baixa ou alta tensão, desgaste de polias, desalinhamento, sujeira ou tensionador danificado
- Avaliar e corrigir

Correia desgastada lateralmente
- Desalinhamento do sistema (polias, tensionador), objeto estranho
- Avaliar e corrigir

Perda de sincronismo
- Polias comando de válvulas e/ou tensionador sem aperto adequado
- Utilizar ferramentas específicas e observar recomendações de
torque

Passo-a-passo:

Para substituir as correias dentadas dos modelos Renault Clio II e Express, Kangoo e Twingo, com motorização 1.0 litro 8V, o reparador não precisa utilizar ferramentas especiais para sincronizar o motor, pois esse é um sistema simples, onde a polia do eixo comando de válvulas e a engrenagem do virabrequim são chavetadas.
O primeiro passo para substituição da correia é retirar a roda, para facilitar o acesso. Lembre-se de que a capa de proteção superior da correia é um ponto de sustentação do motor, logo, o processo de retirada da correia ou de qualquer um de seus rolamentos ou engrenagens exige que o motor esteja apoiado firmemente.
Para checagem do sincronismo, remova a tampa da capa superior da correia. Em seguida, gire manualmente o motor até que a marcação da polia do eixo comando esteja alinhada com a referência fixa da capa superior da correia. Assim, a marca da polia do virabrequim deve encontrar a indicação da capa de proteção inferior.

Substituição da correia

Quando o sincronismo está incorreto ou é preciso substituir a correia dentada,  coloque o veículo no elevador. Depois, o profissional deve remover a proteção do cárter, a roda dianteira direita e o protetor interno do pára-lama.

1) Retire o coxim superior direito do motor e o suporte. Não esqueça de apoiar o motor com o macaco. Em seguida, retire a capa de proteção da correia. 

2) Tire a tampa inferior da correia e a polia do virabrequim. Se a porca de fixação não soltar com a ferramenta, significa que o posicionamento do virabrequim e do eixo comando de válvulas não está correto, sendo necessário travar o motor no volante. Para isso, instale em sua base a ferramenta de travamento da árvore de manivelas ou uma chave de fenda. Depois de efetuar a retirada da polia, remova a trava.

3) Agora, retire a polia externa do virabrequim e a correia Poly-V do alternador. Aproveite para verificar as condições dessa correia. 

4) Remova a capa inferior de proteção da correia dentada. 

5) Coloque o motor no ponto morto superior (PMS) antes de retirar a correia. Com uma chave, gire a polia do eixo comando até a marcação coincidir com a da engrenagem do virabrequim.

6)  Depois que o eixos estiverem sincronizados, solte a porca de fixação do tensionador e retire a correia com a ajuda de uma chave de fenda. Evite movimentar bruscamente o eixo comando de válvulas. Lembre-se de que sem a correia, os pistões e as válvulas podem chocar-se.

Instalação e tensionamento da correia

Os primeiros cuidados na hora de colocar uma correia nova é jogar ar nas polias para retirar toda a sujeira. Nesse momento o profissional deve estar com a mão limpa para não contaminar a peça. Não esqueça de examinar as polias, pois se estiverem desgastadas podem comprometer a durabilidade da correia.
Coloque a nova correia no sentido anti-horário, começando pela engrenagem do virabrequim. Observe o lado (setas) e a posição de montagem da correia. Com um alicate de bico, posicione o tensionador em sua posição de correto tensionamento. Observe que, nessa condição, os furos do tensionador devem estar alinhados na horizontal. A porca de fixação do tensionador tem torque de 5 Kgfm. A correia deve estar bem centralizada.
O tensionamento da correia é um dos procedimento mais importantes da troca. Dê dois giros manuais no motor e confira a posição do tensionador, que deve permanecer na posição correta de trabalho. Existem dois métodos manuais de fazer o tensionamento, além dos equipamentos especiais para a realização desse trabalho. Confira: 

1)  Método da flexão: pressione a correia com o pelogar em direção ao outro lado da correia, observando a flexão. Ela está tensionada quando a distância entre os dois lados é de 1 cm. 

2)  Método da torção: vire a correia, observando a sua torção. Ela está tensionada quando a torção estiver fazendo um ângulo de 90º.

Depois desse processo, instale novamente as capas de proteção da correia. Trave de novo o motor e reinstale a polia do virabrequim, com torque de 2 Kgfm + 90 graus angulares. Termine colocando as outras peças na ordem inversa que foram tirados.

Para tensionamento das correias, com uso de tensionadores automáticos (com sistema de mola), o reparador deve seguir algumas recomendações:

o Colocar o tensionador até a posição máxima de tensionamento
o Travar a porca do parafuso de fixação do tensionador nessa posição
o Girar o virabrequim por duas voltas completas
o Soltar a porca do tensionador o suficiente para posicionar o tensionador na posição intermediária (identificada no próprio tensionador)
o Apertar a porca do parafuso de fixação, com torquímetro, no valor específico para cada aplicação
o O aplicador deve certificar-se de que os locais de aplicação estão limpos, pois a correia jamais deve estar em contato com óleo, lubrificantes, graxa e solventes. Além disso, é muito importante o uso de ferramentas corretas para a troca. Outra questão que deve ser lembrada é a armazenagem correta do material em local seco e arejado. Correias dentadas não devem ser guardadas fora da embalagem.

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Correias Dentada Tempra i.e. 8V, Tempra SW, e Tipo 2.0 8V

Publicado em 19/10/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

Procedimento para verificação do sincronismo e substituição da correia dentada dos Motores 2.0 8 válvulas (Tempra SW, Tipo 2.0 8V e Tempra ie 8V)

Condição de sincronismo
Quando o primeiro cilindro está em ponto morto superior – PMS (no final da fase de compressão), as marcas existentes nas polias dos comandos de válvulas devem estar posicionadas de maneira simétrica aos furos de referência. Estes furos estão localizados na tampa traseira da correia dentada (figura 2).


Procedimento para verificação do sincronismo da correia dentada

1 – Movimente manualmente o motor de modo que as marcas existentes na polia do virabrequim alinhem-se simultaneamente com a referência existente na capa da correia dentada e com o sensor de rotação (figura 1);
2 – Remova as correias auxiliares da direção hidráulica, do alternador e do compressor do ar condicionado (se existirem);
3 – Retire a polia do virabrequim (roda fônica);
4 – Retire a tampa protetora da correia dentada;
5 – Gire manualmente o motor de modo que as referências existentes nas polias dos comandos, alinhem-se de maneira simétrica aos furos de referência existentes na tampa traseira da correia dentada (figura 2);
6 – Nessa condição, a marca existente na engrenagem do virabrequim, alinha-se com a referência existente no bloco do motor (figura 3);
7 – Nos veículos Tempra SW e Tipo 2.0 8V, que possuem distribuidor de ignição, confira também o posicionamento do mesmo. Com a correia dentada em sincronismo (conforme itens 5 e 6), o rotor de ignição deve apontar para a marca de referência (figura 5). Se o posicionamento não estiver correto, solte os parafusos de fixação do distribuidor e reposicione-o;

Caso seja verificado sincronismo incorreto ou se deseje substituir a correia dentada, execute o procedimento a seguir. A correia dentada deve ser trocada a cada 40.000 Km.
Procedimento para substituição da correia
1 – Com a correia dentada já exposta e sincronizada (conforme descrito anteriormente nos itens 5, 6 e 7), solte a porca do tensionador e retire a correia. Evite movimentar bruscamente o virabrequim. Lembre-se que sem a correia há risco de colisão entre os pistões e as válvulas;
2 – Instale a correia nova, começando pela engrenagem do
virabrequim e tomando o máximo cuidado para não perder o
correto sincronismo;
3 – Tensione a correia dentada utilizando-se da ferramenta
específica para tensionamento (figura 4). Esta ferramenta é uma alavanca graduada com contra-peso móvel. A ferramenta deve ser instalada com o contra-peso e o peso adicional de tensionamento posicionados na marca de 140 mm da escala contida na alavanca (figura 4);



4 – Com a ferramenta instalada no tensionador, dê cuidadosamente dois giros manuais no motor (no sentido horário).
5 – Mantenha a ferramenta de tensionamento instalada e aperte a porca de fixação do tensionador (torque de aperto 45 N.m ou 4,5 Kgf.m);
6 – Gire manualmente o motor e confira a condição de sincronismo da correia (figuras 2 e 3);
7 – Se tudo estiver OK, reistale o que foi retirado;

Observação

Para o perfeito tensionamento da correia dentada dos veículos apresentados, deve – se utilizar a ferramenta especial que foi demonstrada. Porém é possível efetuar o tensionamento da referida correia, com sucesso, utilizando-se o método prático de tensionamento-método da tensão (este procedimento é descrito em manuais específicos sobre correias).

Dica
É importante observar que a roda fônica dos veículos Tempra 8V com 2 Bobinas (Sistema IAWG7. 25)
possui 60 – 2 dentes e a dos veículos Tempra SW e Tipo 2.0 8V (sistema IAWP8) possui apenas 4 dentes. Quando montadas com aplicação trocada (a do IAWG7 no IAWP8 ou vice versa) o veículo não entra em funcionamento ("ameaça" mas não pega).

Além disso, deve-se tomar bastante cuidado com erros na posição de montagem da Roda Fônica (principalmente nos veículos Tempra SW e Tipo 2.0 8V).
A Roda Fônica desses veículos (IAWP8) possui 4 dentes (1 a cada 90º). Na montagem da mesma fique atento para seu correto posicionamento. Quando o 1º cilindro estiver no ponto morto superior (no final da fase de compressão) e a correia dentada corretamente sincronizada, um dos dentes da roda deve estar alinhado com o sensor de rotação. Se a roda fônica for montada fora da posição correta o veículo pega com dificuldade ("vira pesado"), apresenta falhas generalizadas e consumo excessivo.

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Correias Dentada Gol 1.0 MI 16 V e Parati 1.0 MI 16 V

Publicado em 19/10/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

Procedimento para verificação do sincronismo da correia dentada
Para verificar o sincronismo da correia dentada dos motores AT 1.0 16 válvulas, proceda da seguinte forma:
1 – Posicione manualmente o volante do motor na marcação de zero grau (figura 1);
2 – Observe se nessa condição as marcas de sincronismo das polias dos comandos de admissão e escape coincidem na horizontal (figura 3);
3 – Observe ainda se o eixo distribuidor de ignição está posicionado corretamente. Com a correia dentada em sincronismo, o rotor de ignição deve apontar para a marca de referência (figura 4);
Caso seja verificado sincronismo incorreto ou se deseje substituir a correia dentada, execute o procedimento a seguir. A correia dentada deve ser trocada a cada 60.000 Km.

Procedimento para substituição da correia

1 – Retirar a tampa de proteção do coletor e a proteção plástica superior da correia dentada;
2 – Retirar a correia poli – V ;
3 – Com o auxílio de uma ferramenta especial, fixar a polia do virabrequim e soltar seu parafuso de fixação (figura 5). Retirar a polia do virabrequim;
4 – Retirar a proteção plástica inferior da correia;
5 – Girar manualmente o motor e posicionar as polias dos comandos de válvulas na posição de sincronismo (figura 3). Com o auxílio de uma ferramenta especial, travar as polias nessa posição (Figura 6). Nessa condição, se a correia estiver perfeitamente sincronizada o volante do motor deve estar na marca de zero grau (figura 1);
6 – Solte a porca do tensionador. Utilizando – se uma chave Allen de 6 mm, afrouxe o tensionador e retire a correia (figura 2). Evite movimentar bruscamente o virabrequim. Lembre – se que sem a correia há risco de colisão entre os pistões e as válvulas;
7 – Instale a correia nova, começando pela polia do virabrequim e tomando o máximo cuidado para não perder o correto sincronismo;
8 – Com a chave Allen de 6 mm tensione o esticador em sua posição de máximo tensionamento. Aperte a porca de fixação (figura 2);
9 – Retire a ferramenta de travamento das polias dos eixos comandos e dê dois giros manuais completos no motor
10 – Confira atenciosamente a posição do tensionador e as marcas de referência para sincronismo. O tensionador deve estar na posição correta de trabalho (figura 2). Se for necessário reajuste – o. As marcas de sincronismo (das polias dos eixos comandos e do volante do motor) devem coincidir com as referências (conforme descrito anteriormente – vide item 5);
11 – Se tudo estiver OK, refaça a montagem das tampas plásticas inferior e superior, reinstale a polia do virabrequim (com torque de 120N.m ou 12 Kgf.m) e a correia poli – V;





Dica
A utilização da ferramenta de travamento dos eixos comandos de válvulas, garante que no instante do tensionamento da correia dentada não se perca o sincronismo (ponto) das polias dos comandos.

No dia-a-dia nota -se que alguns profissionais, por não utilizarem a referida ferramenta, deixam a correia dentada fora do ponto. Quando isso acontece, observam – se oscilações contínuas na marcha- lenta do veículo. Além disso, devido à diminuição da depressão no coletor de admissão, verifica – se que a tensão enviada pelo sensor de pressão – MAP se eleva.
Ocasiona – se então, um aumento excessivo no consumo de combustível, embora o desempenho do motor fique aparentemente normal. Por isso, após instalar a correia dentada nova, dê dois giros manuais no motor e confira minuciosamente sua posição de sincronismo e seu correto os comandos.

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Correias Dentada Ford Ranger 2.5

Publicado em 19/10/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

apresentaremos o procedimento básico para a Ford Ranger 2.5 litro

Procedimento para verificação do sincronismo da correia dentada
Para verificar o sincronismo da correia dentada dos motores OHC 2.5 4 cilindros, proceda da seguinte forma:
1 – Gire manualmente o motor até que a marca existente na polia do virabrequim, alinhe-se com a referência da tampa protetora da correia dentada (figura 1);
2 – Observe se, nessa condição, as marcas existentes nas polias do eixo comando de válvulas e da bomba de óleo alinham-se com as referências da tampa trazeira da correia (figura 2). Se não forem observados os referidos alinhamentos dê mais uma volta completa na árvore de manivelas;

Caso seja verificado sincronismo incorreto ou se deseje substituir a correia dentada, execute o procedimento a seguir.

Observação: Note-se que para a vizualização das polias do eixo comando e da bomba de óleo, é necessário retirar a tampa protetora da correia dentada. Para que isso seja possível, antes devem ser retirados o ventilador hidro-dinâmico (%u201Dventoinha%u201D), a correia poli-V (atentando para seu sentido de instalação), a bomba da direção hidráulica, o compressor do ar condicionado (se existir) e a polia da bomba d´água.

Procedimento para substituição da correia

1 – Retire a polia do virabrequim (para isso trave o volante);
2 – Com a correia já exposta e sincronizada (conforme descrito anteriormente nos itens 1 e 2) solte, sem retirar, o parafuso central e o parafuso de ajuste do tensor da correia dentada (figura 3);
3 – Utilizando-se uma ferramenta especial, movimente o tensionador e retire a correia dentada (figura 4). Evite movimentar bruscamente o virabrequim. Lembre – se que sem a correia há risco de colisão entre os pistões e as válvulas;
4 – Instale a correia nova no sentido anti-horário, começando pela engrenagem do virabrequim e tomando o máximo cuidado para não perder o correto sincronismo (vide vista geral da correia dentada);
5 – Dê dois giros manuais completos no motor;
6 – Reaperte o parafuso central e o parafuso de ajuste do tensor da correia dentada. Ao parafuso central aplique um torque de 5 Kgf.m (50N.m) e ao de ajuste aplique um torque de 4 Kgf.m (40 N.m);
7 – Confira atenciosamente a posição do tensionador e as marcas de referência para sincronismo (vide vista geral da correia dentada);
8 – Se tudo estiver OK, reinstale o que foi retirado. O torque aplicado a polia do virabrequim deve ser de aproximadamente 14 Kgf.m ou 140 N.m.



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Correias Dentada Corsa 1.0 16V

Publicado em 19/10/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

Procedimento para verificação do sincronismo da correia dentada
Para verificar o sincronismo da correia dentada dos motores dos veículos corsa 1.0 16 válvulas, proceda da seguinte forma:
1 – Retire a correia poli – V;

2 – Retire a capa plástica superior de proteção da correia dentada. Retire o sensor de fase;

3 – Retire a polia do virabrequim;

4 – Retire a capa plástica protetora inferior da correia dentada;

5 – Gire manualmente o motor, de modo que a marca existente na engrenagem do virabrequim, alinhe-se com a referência existente tampa traseira da correia dentada (Figura 1);

6 – Observe se, nessa condição, as marcas existentes nas polias dos comandos de admissão e escape alinham-se na Horizontal (Figura 2);

Caso seja verificado sincronismo incorreto ou se deseje substituir a correia dentada, execute o procedimento a seguir. A correia dentada deve ser trocada a cada 60.000 Km.

Procedimento para substituição da correia

1 – Com a correia dentada já exposta e sincronizada (conforme descrito anteriormente nos itens 5 e 6), trave as polias dos eixos comandos utilizando-se de uma ferramenta especial (figura 3);

2 – Solte a porca do tensionador. Com uma chave Allen de 6 mm, afrouxe o tensionador e retire a correia (figura 4). Evite movimentar bruscamente o virabrequim. Lembre – se que sem a correia há risco de colisão entre os pistões e as válvulas;

3 – Instale a correia nova, começando pela engrenagem do Virabrequim e tomando o máximo cuidado para não perder o correto sincronismo;

4 – Com a chave Allen de 6 mm tensione o esticador em sua posição de máximo tensionamento. Aperte a porca de fixação Figura 4);

5 – Retire a ferramenta de travamento das polias dos eixos comandos e dê dois giros manuais completos no motor;

6 – Confira atenciosamente a posição do tensionador e as marcas de referência para sincronismo. O tensionador deve estar na posição correta de trabalho (figura 4). Se for necessário reajuste – o. As marcas de sincronismo (das polias dos eixos comandos e da engrenagem do virabrequim) devem coincidir com as referências (conforme descrito anteriormente);

7 – Se tudo estiver OK, reinstale o que foi retirado. O torque aplicado no parafuso da polia do virabrequim deve ser de aproximadamente 140 N.m ou 14 Kgf.m.

Atenção
A utilização da ferramenta de travamento dos eixos comandos de válvulas, garante que no instante do tensionamento da correia dentada não se perca o sincronismo das polias dos comandos.
Na falta dessa ferramenta observe cuidadosamente se após o tensionamento da correia não foi perdido o sincronismo. Esse cuidado, também deve ser tomado com os motores AT 1.0 16V e Vectra 2.0 e 2.2 16V

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[Correia Dentada] FIAT 1.6 16V

Publicado em 12/09/2008. Arquivado em: Correia Dentada |

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Peugeot – 206 1.4 8V " Qual correia devo usar? Caracteristicas em função do numero de dentes das correias dentadas.

Publicado em 13/07/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica |

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Troca da Correia Dentada de motores 2.8 TD

Publicado em 13/07/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica, Downloads |

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Troca Correia Dentada de Motores Flex – 1.6 1.8 AP

Publicado em 13/07/2008. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica, Downloads |

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Tamanho : 2 mb

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Substituição da Correia Dentada Fiat (MPI,Fire 16V)

Publicado em 22/10/2007. Arquivado em: Correia Dentada, Dica Técnica, Downloads |

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