[Injeção Eletrônica]Sensor de velocidade do veículo – VSS

Posted on 24/09/2008. Filed under: Dica Técnica, Eletrica, Injeção Eletrônica |


O sensor de velocidade do veículo – VSS (Vehicle Speed Sensor), pode ser encontrado em três configurações: sensor magnético ou de relutância variável, sensor de efeito hall e sensor de efeito óptico. Este mês explanaremos sobre as principais características desses componentes.

No sensor VSS, o sinal gerado é diretamente proporcional à velocidade do veículo. A unidade de comando eletrônico – UCE, utiliza esta informação principalmente para o controle das condições de marcha – lenta e freio-motor.
Os sensores de efeito hall* são alimentados com tensão de bateria. Fornecem à UCE um sinal pulsado cuja amplitude deve ser igual a tensão de alimentação e a frequencia proporcional à velocidade do veículo. Estão comumente instalados no eixo de saída da transmissão, junto ao cabo do velocímetro. O sensor de velocidade tipo hall é o mais comum no mercado nacional, sendo utilizado em veículos como kadett efi, monza efi, ipanema efi, gol mi 1.0, pálio 16 v, escort 16v – zetec etc.
Os sensores de efeito óptico possuem comportamento similar aos de efeito hall. Consistem basicamente de um diodo emissor de luz (LED) e um sensor óptico (fototransistor) separados por um disco giratório com janelas. Toda vez que as janelas permitem que a luz procedente do LED insida no sensor óptico é enviado sinal (pulso) à UCE. Estes sensores são encontrados, por exemplo, na família corsa e no omega 2.2 (com painel analógico – comum). Estão normalmente instalados junto ao painel de instrumentos e são acionados pelo cabo do velocímetro.
Os sensores magnéticos* ou de relutância variável não necessitam de alimentação elétrica. Seu sinal é gerado por indução eletromagnética devido a interação entre o sensor e a roda dentada (fônica). São aplicados em veículos como S10/blazer 2.2 EFI e 4.3 V6.
* A descrição detalhada do princípio de funcionamento dos sensores hall e magnético, já foi apresentada nesta seção em edições anteriores.

Dica 1

Verifique a correta instalação e aplicação dos sensores de velocidade tipo hall (sensores aplicados nos veículos kadett efi, monza efi e ipanema efi).

Como o fio negativo (terra) do VSS é ligado na carcaça do alternador (somente nos veículos Kadett EFI, Monza EFI e Ipanema EFI) é muito comum que este fio seja esquecido desligado ou seja ligado junto ao positivo do alternador. Quando isso acontece, o sensor deixa de atuar. Nesse caso a UCE registra o código 24 em sua memória e o veículo apresenta marcha-lenta irregular e "morre"em desacelerações.
Por isso, verifique sempre se o aterramento do VSS está corretamente posicionado. Além disso, na necessidade de substituição desse sensor, verifique se o sensor novo é realmente aplicado ao veículo em teste. Existem sensores idênticos com aplicação distinta (o que muda é o números de pulsos elétricos por volta).
Tabela de aplicação dos sensores de velocidade dos veículos Kadett EFI, Monza EFI, Ipanema EFI.

clip_image001

Motor

Câmbio

Nº da peça

Nº de pulsos

1.8 Mecânico 90149082 16
2.0 Mecânico 90149078 8
1.8 Automático 90149079 10
2.0 Automático 90149080 13

Além disso, Você sabia que quando o sensor de velocidade está com defeito a lâmpada de marcha ascendente (seta no painel) nunca acende*?
*Exceto nos veículos Kadett após 96. Nesse caso não existe a referida lâmpada no painel.

clip_image002

Dica 2

Fique atento com sensores de velocidade montados junto ao painel de instrumentos (sensores ópticos).
Quando o mecanismo que gira o cabo do velocímetro ("pinhão") ou o cabo se rompem, o sensor de velocidade deixa de funcionar, pois é o cabo que o movimenta. Nesse caso podem ser detectados os seguintes sintomas:
– A lâmpada de manutenção do sistema de injeção fica acesa;
– O velocímetro deixa de atuar;
– O motor "morre" em desacelerações;
– A marcha-lenta fica instável.
Dica 3
Testando um sensor de velocidade magnético ou de relutância variável (Sensor aplicado nos veículos S10/Blazer 2.2 EFI).

O sensor de velocidade dos veículos S10 e Blazer EFI está localizado na saída da transmissão "Caixa de câmbio". É um sensor de relutância variável (a freqüência e a voltagem VAC enviadas pelo sensor variam em função da velocidade do veículo). Seu sinal é "traduzido" por um módulo eletrônico denominado DRAC (localizado junto à UCE abaixo do porta-luvas).
O sensor envia um sinal (analógico) de velocidade ao módulo DRAC, e o DRAC envia sinal (digital) à UCE (sinal de velocidade do veículo) e a central do ABS (sinal de rotação das rodas traseiras)

Atenção!!

Efetuar os testes obedecendo a seqüência. Antes, efetuar o teste de carga da bateria.

1º Teste (teste do sinal do DRAC – sinal "traduzido")
– Conectar o analisador de polaridade no fio marrom do módulo DRAC (fio que vai ao terminal B2 da UCE).
– Dar partida no motor e movimentar o veículo. 
– O LED vermelho do analisador deve piscar. Quanto maior a velocidade do veículo maior será a freqüência das piscadas.

clip_image002[7]

  O LED vermelho pisca?  

SIM

 

NÃO

Circuito do
sensor de velocidade – VSS OK.

 

Verificar mau contato e fio interrompido entre o terminal 11 do DRAC e o terminal B2 da UCE.
Se tudo estiver OK, faça o 2º teste.


2º Teste (teste do sinal do sensor de velocidade)
– Desligar a ignição.
– Desconectar o conector do módulo DRAC.
– Conectar o multímetro medindo voltagem de corrente alternada VAC entre os terminais 7 e 12 do DRAC.
– Dar partida no motor e movimentar o veículo.
– Quanto maior a velocidade do veículo maior a voltagem VAC medida.

clip_image003

  A voltagem aumenta com o aumento da velocidade?  

SIM

 

NAO

Faça o 3º teste.   Verificar mau contato e fio

interrompido entre os terminais 12 e 7 do DRAC e o sensor de velocidade (localizado na caixa de câmbio).
Se tudo estiver OK e o defeito persistir, substitua o sensor.

3º Teste (teste de alimentação positiva do DRAC)
– Conectar o analisador de polaridade no fio preto que vai ao terminal 9 do DRAC.
– Deve haver polaridade positiva (com a chave ignição ligada).

clip_image002[9]

 

Há polaridade positiva?

 

SIM

 

NAO

Faça o 4º teste.  

Verificar se o fusível F18 está queimado.
Se o fusível estiver OK, verificar mau contato e fio interrompido (ou descascado) entre o terminal 9 do DRAC e o polo positivo da bateria.
(vide circuito elétrico)

4º Teste (teste de aterramento do DRAC)

– Desligar a ignição.

– Conectar o analisador de polaridade no fio preto e branco do DRAC (que vai ao terminal 8).
– Deve haver polaridade negativa.

clip_image002[11]

 

 

Há polaridade negativa?

 

SIM

 

NÃO

Verificar mau contato no conector do DRAC, se não houver mau contato e a falta de sinal pulsado no terminal 11 (fio marrom) do DRAC persistir (vide 1º teste), substitua o módulo DRAC.   Verificar mau contato ou fio interrompido entre o terminal 8 do DRAC e a massa.

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3 Respostas to “[Injeção Eletrônica]Sensor de velocidade do veículo – VSS”

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fico muito satisfeito com posts como esse que são dificeis de se ver hj em dia , algo que realmente nos passa conhecimento.

esta matéria foi de insuma importancia pois meu mecanico não acha o defeito do meu carro que apaga na desaceleração, sendo 3 anos de sufoco,
aqui eu encontrei a soluçao do problema, é de sensor, grata pela informaçao.
geni uberlandia mg

Obrigado pela visita.


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